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Depois de 5 episódios, Suits finalmente acerta o ponto de um episódio, que promete se tornar inesquecível para a mitologia da série.

Sim, caros amigos, finalmente posso dizer que minha satisfação nessa temporada atingiu o patamar aceito para Suits. Depois de algumas cabeçadas e de me perguntar várias vezes se eu estava muito exigente, achei-me gritando, vibrando e surtando de um modo que só um episódio como The Other Time pode fazer. É com satisfação que me sento à frente do meu computador e elaboro essa review, com um franco sorriso nos lábios, tal qual o que Harvey exibia nos flashbacks. Sim, estou vibrante.

Como antecipei nas últimas reviews, aguardava ansiosamente pelo dito episódio de flashback que os roteiristas nos prometeram. A temporada passada trouxe uma ótima experiência no feito na ocasião, sem contar que aquele arco conseguiu ganhar contornos ainda mais interessantes que os já esperados. Então posso dizer que Suits tinha uma missão difícil em mãos, e creio que eu não era a única que esperava ser agradada.

Mas Suits felizmente não repete fórmulas e, mesmo se utilizando do recurso, mudou o formato de The Other Time, alternando com cenas dos dias atuais, o que ficou na medida. Aqui fica o destaque para a fotografia que, mais que qualquer maquiagem ou cabelo, diferenciou bem quais cenas eram as atuais e quais as do flashback. Pós produção mais do que aprovada.

E é claro que não podemos deixar de falar com graciosidade do elenco, em especial Gabriel Macht, que imprimiu com maestria as contradições dos dois momentos que Harvey vivia. Foi curioso comparar os sorrisos largos do Harvey de dez anos atrás com a melancolia estampada no rosto do Harvey atual, atormentado pela decisão de derrubar Jessica que, no fim das contas, ainda é uma mentora para ele, como pudemos acompanhar pelo flashback. E o personagem ganha mais pontos comigo por ter contado a verdade para Jessica e declinado a sociedade. E Jessica, como não poderia deixar de ser, mostrou toda a sua ofensa com a confissão. Como se ela não tivesse pisado na bola muito mais feio do que isso.

E o que dizer de HarveyDonna? Vibrei enlouquecidamente com os flertes e a química palpável do casal. Podemos ver, por esse episódio, que os criadores optaram de vez por abraçar a storyline e com êxito, uma vez que nos apresentaram uma história encantadora e que tem muito espaço para ser trabalhada. Descobrimos sim, que eles tiveram um passado real na outra vez que entitula o episódio e que, ao contrário do que a maioria pensa, o declínio de evolução para uma relação mais séria veio da ruiva e de sua “regra de não namorar com quem se trabalha”. Pois ficou evidente que Harvey alimenta sentimentos profundos por sua secretária. Isso não só se solidificou em todas as pequenas cenas como na declaração de que o caso de Donna e Stephen o incomoda. Depois de quase duas temporadas e meia, é com alegria que os que já torciam pelo casal veem que ele se encaminha para uma evolução inserida no cânon da série.

A historinha de Mike ficou um pouco solta no episódio, especialmente porque já conhecíamos as circunstâncias que o levaram a ser chutado de Harvard. Serviu basicamente para que ele se lembrasse que tem seus sonhos, dessa forma apoiando a namorada. Coisa que poderia ser resolvida em dois minutos de episódios. Mais uma vez, um gasto relativamente desnecessário. 

Em contrapartida, excelente conexão das irregularidades de Cameron e as cafagestagens atuais do mesmo. A série define de uma vez por todas que o antigo chefe de Harvey será aquele a ser batido nesta temporada, uma vez que ele se ergue das cinzas como uma fênix quase todos os episódios, exibindo uma nova arma. Dessa vez, Stephen é seu recurso. A versão britânica de Harvey não só tomou sua secretária como fez conchavos com aquele que é o “vilão” da temporada. Mais alguém além de mim usou todos os palavrões disponíveis no dicionário quando se deparou com esta canalhice na sequência final do episódio? Era essa a reação que eu sentia falta em Suits, causadas por sujeitos infames como TravorDaniel Hardman. E que Cameron e Stephen deram conta de despertar em mim.

Agora é esperar que tal clima explosivo persista na série e que ela continue a nos entregar a mesma excelência. É Suits afinal.

 

Considerações finais:

  • Não dei nota total no roteiro pela ausência de Louis Litt e pela presença desnecessária da história furada de Mike. Quase;
  • Jessica supera as próprias imbecilidades, como pode?
  • Promo do próximo episódio:

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Marcia Dantas

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