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Às vezes é difícil entender os propósitos de Revolution pelo simples fato de: a série não tem um objetivo definido. É um amontoado de storylines que, por mais que se tente, é impossível conectar a não ser pelo fato dos personagens terem algum tipo de relacionamento – o que, em certos casos, sequer pode ser aplicado como padrão. Verdade seja dita, Eric Kripke sequer se deu ao trabalho de definir devidamente o gênero, uma vez que a produção tinha, em sua primeira temporada, ares de trama de ficção científica distópica e pós-apocalíptica, a qual foi abandonando paulatinamente, namorando hoje com as tramas de teoria de conspiração e de poderes sobre-humanos. E não será uma dúzia de cenas eletrizantes e plot twists que tornará a série um pouco mais séria. De jeito nenhum.

Optei por esperar um pouco, até que a série mostrasse uma linha mais definida de roteiro – ou algo que se assemelhasse a tal. Como era de se esperar, Revolution abandonou quase que totalmente a ficção científica, embora a explicação lógica dos poderes de Aaron seja por esse viés, mas deixou de ser o foco dos plots centrais. Vemos então que o planeta continua entregue à ausência de energia elétrica – o que ainda parece completamente sem sentido – e abrindo espaço para batalhas políticas que nem de longe desperta o interesse. Tudo isso emendado com histórias pífias de personagens que há muito tempo parecem mais perdidos que os próprios roteiristas.

Em Love StoryPatriotic Games One Riot, One Ranger, vimos a progressão da história desta temporada para um embate entre Miles e companhia contra os tais patriotas.

Aliás, Revolution tem se limitado a isso ultimamente: os personagens tentando derrubar um exército mais poderoso que eles. Contra a Milícia Monroe ainda via-se propósito: afinal haviam sequestrado Danny. Agora, não vejo explicação para a derrubada dos patriotas, uma vez que eles não fizeram muito contra o grupo – eles sequer se estabeleceram como uma força dominadora de verdade. Ou seja, a trama dá voltas em torno de si mesma.

E os patriotas se pretendem ser uma entidade tão poderosa que foi capaz de unir Miles e Bass uma vez mais. Nada contra, amo as cenas de ambos – e foi uma das partes que mais me animou nesses três episódios. Mas me pareceu forçado ao extremo que Charlie, antes tão determina a matar Bass – ela ficou quatro episódios tentando -, acabasse por se tornar a ponte de conexão entre Miles e Monroe. Ela aceitou muito fácil tão aceitação. Sem contar que, para a garota que abandonou a mãe à própria sorte e demência, ela mostrou uma preocupação descabida com Rachel.

E repararam como foi fácil as tais milícias de guerra se dissolverem? Onde estava essa ameaça?

Mas nada supera os poderes de Aaron, justificados pelo flashback que, mesmo trazendo a informação de que Aaron já sabia de suas habilidades com o fogo, parece deslocado no episódio e na storyline, assim como o próprio plot de Aaron. Foi uma tentativa frustrada de dar relevância ao personagem. Pensar que desejei tanto isso temporada passada.

E aí, o que nós espera para a continuação da segunda temporada? Confesso que não tenho expectativas. Mas quem sabe temos uma mudança drástica até o último episódio? Ou um cancelamento misericordioso?


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Marcia Dantas

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