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Se você é fã de Doctor Who e assistiu ao último episódio, provavelmente está mesma sensação de vazio que eu. Algo falta. É como se os nossos sábados ficassem incompletos agora. Estamos em milhares de pedaços, espalhados por todo o tempo e espaço, apenas aguardando que o Doctor retorne e os junte novamente. Nos encontramos como Clara, a Garota Impossível.

Isso quer dizer que a sétima temporada teve um bom resultado. Dessa vez Moffat acertou na mosca.

Preciso destacar isso pelo simples motivo de ter experimentado o amargo gosto da frustração nas season finales anteriores. A quinta foi certamente a pior, principalmente porque a temporada inteira teve muito mais baixos que altos, além de erros crassos na mitologia da série (ainda não me conformo com as duas Amy’s se abraçando sem causar nenhuma catástrofe paradoxal). A sexta foi bem mais regular e com mais episódios sólidos, mas considerei o último episódio decepcionante em relação a tudo o que era preparado. Agora posso dizer que a sétima me causou vários efeitos que a série geralmente causa em mim, e a sensação é de satisfação com um episódio quase redondo.

Não direi “redondo” porque sim, houve uma coisinha aqui e outra ali que que me incomodou. Mas entrarei nesses méritos nas considerações finais.

A verdade é que The Name of The Doctor foi bem sucedido em uma coisa: causar emoção aos fãs. Admita, você precisou pelo menos parar um segundo para poder respirar de tantas lágrimas que invadiram seus olhos. Você voltou as cenas de referências aos outros Doctors (o roubo da TARDIS, as vozes na timeline do Doctor, os Doctors que apareceram correndo perto de Clara). Certamente sentiu o peso da despedida de River Song, onde nossa querida Alex Kingston fechou com chave de ouro sua participação na série. E, principalmente, ficou boquiaberto com a revelação daquele que não era o Doctor e é seu maior segredo. Todos esses elementos se mostraram bem orquestrados, unindo um ponto que destaquei nas reviews anteriores: a referência ao que veio antes.

Ao mesmo tempo, Moffat realmente trouxe algo que certamente abalará a estrutura da série na próxima temporada. Esse segredo do Doctor, quem ele era antes de ser o Doctor. Certamente é um passo arriscado e tomado pela conhecida megalomania do atual showrunner. Mas dessa vez não consigo ficar brava com ele, pelo contrário, gosto do passo. Desde que isso não seja mal administrado, pode acrescentar muito à mitologia de Doctor Who. E desde que ele não se esqueça de tudo o que veio antes dele, antes de sua era. Se Moffat conseguir manter o equilíbrio, minha opinião e a de muitos que torcem o nariz para algumas bobagens cometidas por ele (e sempre vou falar do paradoxo das duas Amy’s, porque acho o maior exemplo disso) pode mudar.

Outro ponto a favor de Moffat foi a coerência em torno do mistério de Clara. Achei muito acertada a explicação usada aqui, pensando em uma decisão que, na verdade, já fora tomada por ela e que, de certa forma, definira o modo com que o Doctor se interessara por ela. Ela sempre esteve espalhada em milhões de pedacinhos pelo tempo e espaço, vários ecos salvando e morrendo pelo Doctor, e isso ficou bem explicado. Não houve inconsistência ou alguma espécie de buraco na explicação. Nem Clara era especial por algo em relação a ela, só por uma decisão tomada, corajosa, diga-se de passagem. E Moffat usou um elemento que para mim fazia falta, que era a coragem das companions. E como foi bom ver isso voltando à tona!

Mas vamos dar a César o que é de César: esse elenco merece todos os louros do êxito desse episódio.

Já cansou falar bem das atuações de Matt Smith. Mas o cara parece que não se cansa. É difícil não se comover com o modo com que ele dá vida ao Doctor, viceralmente, levando-nos ao limite das emoções. E nessa season finale não foi nada diferente. Cada vez o admiro mais e me sinto privilegiada em acompanhar sua passagem pela série. Contarei aos meus netos que fui testemunha de um dos maiores intérpretes de Doctor Who.

Jenna também marcou sua passagem pela série. Sua personagem se tornou marcante e a química com Matt Smith e o modo com que ela se apropriou da companion é encantador.

Alex Kingston, é duro dizer adeus, mas é lindo ver o modo com que ela o fez.

E o trio que dá vida à VastraJenny e Strax, que deram um toque a mais nessa finale. Além do eator que interpretou Dr. Simeon

E, claro, John Hurt, que em poucos segundos colocou os fãs em povorosa. E ansiedade pela próxima aparição.

É isso, caros leitores. O balanço da sétima temporada foi mais que positivo, e a expectativa pelo especial continua alta. É bom, em uma época de vacas magras e séries decepcionantes, poder olhar para Doctor Who, emocionar-se e vibrar com uma série excelente. Nos vemos no próximo especial.

Considerações finais:

  • Para não deixar passar uma alfinetadinha em Moffat: Desnecessária as “duas” mortes de Jenny, até porque sabíamos que ela acabaria sobrevivendo. Bastava sumir em Trenzalore. Nós seríamos tocados da mesma forma;
  • Ainda fiquei um pouco confusa com a storyline da River: desde quando ela é só um eco? É só nesse episódio? Se alguém puder me ajudar nos comentários, agradeço;

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Marcia Dantas

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