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Há alguns meses atras foi agraciado com um belíssimo email da simpática Tatiany Leite da Editora Leya. O Nerd Pride havia conseguido ser parceiro da editora e esta disponibilizaria alguns e-books para que fazermos resenhas \o/

O primeiro que eu escolhi foi Cash – A Autobiografia de Johnny Cash, a escolha foi feita em Agosto ou Setembro, mas como muitos podem ter visto na fan page, eu fui pai, devido a isso o tempo que já era curto se afunilou ainda mais e claro, fiquei um bom período apenas babando em cima da minha filha. Eis que agora, com a minha pequena Amélie dormindo ao meu lado em cima da mesa do escritório do QG Nerd Pride, resolvi, finalmente, escrever a resenha do livro.

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  • Título: Cash – A Autobiografia de Johnny Cash
  • Autores: Johnny Cash e Patrick Carr
  • Páginas: 246
  • Editora: Leya

Conheça Johnny Cash, a lenda da música country americana, em todas as suas facetas. Ele era o “Man in black”, uma lenda da música country, e o trovador americano por excelência. Nesta autobiografia emocionante, Johnny Cash diz tudo sobre seus altos e baixos, as lutas e vitórias conquistadas a duras penas, e as pessoas que o influenciaram durante toda sua trajetória. Cash desfaz mitos e descreve sem piedade sua história. Das alegrias da sua infância em Dyess, no Arkansas, ao estrelato em Nashville, no Tennessee. Da emoção de se apresentar com Elvis, a suas batalhas contra com o vício em drogas e álcool e a devoção de sua esposa, June. Nesta obra inesquecível também estão presentes os amigos de uma vida inteira, como Willie Nelson, Roy Orbison, Bob Dylan, e Kris Kristofferson. Tão poderoso e memorável como uma de suas canções mais famosas, Johnny Cash narra com sinceridade, inteligência e sabedoria de quem viveu intensamente.

Primeiramente quero deixar claro que não sou o maior fã de biografias ou autobiografias. Lembro que há uns 7 anos atrás (pelo menos) li a biografia de Anthony Kids, o vocalista da banda Red Hot Chili Pappers e foi uma das únicas que gostei. A escolha pelo e-book do Cash foi um pouco difícil, como foi meu primeiro contato com a Editora Leya, não sabia se poderia “abusar” de sua boa vontade e pedir mais de um livro, pois tinha um livro do Halo, Assassin’s Creed e outros não menos interessantes, mas como enxergo uma certa semelhança entre eles resolvi dar uma chance para esta nova autobiografia.

Eu não conhecia muito de Johnny Cash, ao menos, nada além de uma porção de músicas comerciais e o filme Johnny e June. Nunca fiz uma pesquisa a fundo sobre a vida do músico ou demais cds (descobri que ele tem muito mais do que eu poderia imaginar). Hurt é uma música que eu gosto muito, mas só depois de um tempo descobri que a composição original é da banda Nine inch Nails e não do Cash (para vocês verem o meu nível de conhecimento).

Vamos ao que interessa, o livro:

Cash começa falando rapidamente da linhagem de sua família, alguns parentescos com a monarquia, passando pelos problemas do pai, a perda da plantação de algodão, que era responsável pelo sustento da família e logo corta para sua vida.

Meu nome é John R. Cash. Nasci no dia 26 de Fevereiro de 1932, em Kingsland, Arkansas. Éramos sete filhos: Roy, o mais velho, Louise, Jack, eu, Reba, Joane e Tommy. Todos crescemos trabalhando nos campos de algodão. 

Casei com Vivian Liberto, de San Antonio, Texas, quando eu tinha 22 anos, e tive quatro filhas com ela: Rosanne, Kathy, Cindy e Tara. Vivian e eu nos separamos e em 1968 me casei com June Carter, que ainda é a minha mulher (…)

Após falar sobre seus primeiro sucessos, me surpreendo pela primeira vez e ainda estava nas primeiras páginas. John conta que além de músico, compositor, também era escritor, entre 1970 e 1990, ele escreveu sua primeira biografia, Man in Black e seu primeiro romance, Man in White.

Alguns pontos que para algumas pessoas pode ser negativo em relação ao livro, é que ele não segue a ordem cronológica dos eventos, aliás, ele não segue ordem nenhum, não existe um padrão. Em contrapartida, pode ser um ponto positivo, pois deixa o livro muito mais orgânico, muito mais humano. Parece que Cash foi escrevendo conforme ia lembrando dos fatos. Na mesma página que ele cita o ano de 1944, ele volta aos eventos dos anos 90 e a aliança com o produtor Rick Rubin.

Diferente da biografia de Anthony Kids, a autobiografia do Johnny Cash não é rica em detalhes, ele fala meio “por cima” de cada acontecimento, não existe detalhes minuciosos, o que, para algumas pessoas, deixa uma leitura mais dinâmica e menos cansativa.

Cash não é um livro chato de se ler, nem mesmo cansativo, foi uma leitura rápida e divertida.

Antes de iniciar a leitura, eu também pensava que o livro seria uma grande viagem lisérgica, muitas drogas, sexo e rock n’ roll. Apesar de conter tudo isso, ver Cash destruir a sua vida com as anfetaminas, a história gira mais em torno de seu porto seguro, June Carter, o amor de sua vida.

Se desaparecesse, ela pediria que Marshall ou Fluke ou outra pessoa da equipe me achasse na madrugada e me fizesse voltar para a cama. Se estivesse acordado há vários dias até que atinasse a tomar um punhado de remédios para dormir e voltar ao normal – havia sempre um instinto que me dizia quando fazer isso, apontando para a linha entre o “quase” e o “fatal” -, eu acordava de um sono que era como a morte e ficava sabendo que minhas drogas, todas, não importava o quão engenhosamente as tivesse escondido, tinham desaparecido. 

Ela só desistiu uma vez, na metade dos anos 1960, no Hotel Four Seasons, em Toronto. Àquela altura eu estava completamente diminuído – odeio o termo “acabado” – e é incompreensível para mim como conseguia continuar caminhando por ai, como meu cérebro ainda funcionava. Era apenas pelo e ossos; não havia nada mais que anfetamina em meu sangue; nada mais que solidão em meu coração; nada entre mim e Deus a não ser a distância. 

Como podem ver, o livro é todo escrito em primeira pessoa e da forma que ele escreve, é fácil imaginar e sentir algumas de suas aventuras, quase todas regadas à anfetaminas.

Não pretendo citar todos acontecimentos do livro para não dar muitos spoilers e tornar a leitura ainda mais previsível, para isso, sugiro que comprem o livro e deixem aqui nos comentários, suas impressões sobre essa obra.

Conforme citado acima, não sei exatamente se são pontos positivos ou negativos em um consenso geral, mas na minha humilde opinião, ele pecou em não seguir a ordem cronológica, mas isso não me permite classificar o livro como ruim.

Se você é fã de Johnny Cash e seu Cry, Cry Cry, essa é uma leitura indispensável, obrigatória. Se não é fã ou não conhece muito sobre a louca história do músico, deixo a minha indicação.

Cash – A Autobiografia de Johnny Cash, apesar de um livro com muitas informações sobre a estrada de uma das maiores estrelas da música country, ainda revela seu grande conhecimento literário e habilidades com as palavras.

Não foi a melhor leitura da minha vida, mas foi profundo e intenso. Agradeço a Editora Leya e indico com muita sinceridade, ao meus leitores.

You are my sunshine
My only sunshine
You make me happy when skies are grey
You’ll never know, dear, how much I love you
Please don’t take my sunshine away

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Rafa Gnomo

Legend

Meu nome é Rafael Mendes, tenho 31 anos, sou jornalista por formação e fotógrafo publicitário por profissão. Desde a minha infância sou apaixonado por tecnlogia, vídeo games e livros e foram esses três hobbies que moldaram a minha personalidade. Hoje tenho uma filha de 4 anos que virou personagem importante em minha vida e no site Nerd Pride, fazendo parte de diversos conteúdos que publico na categoria "Padawan".
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