Depois que descobri os prazeres e a felicidade da paternidade, fiquei muito mais emotivo, aliás, fiquei emotivo. Sempre fui um cara fechadão, frio, quase nada romântico, raramente chorava por ficar sensibilizado com alguma causa ou situação, mas tudo isso mudou quando vi minha filha pela primeira vez.

Mesmo em um estado emotivo, eu nunca havia me emocionado (leia-se chorado) como uma música, um show ou algo do gênero. Acho que posso generalizar e dizer que assisti ao menos um show de todas as minhas bandas favoritas, e mesmo com todo entusiasmo do momento, nunca tinha chorado.

Atualmente moro novamente na cidade de Franca, interior de São Paulo, minha cidade natal. Minha infância e juventude foi repleta de artes, sempre estive rodeado por pensadores, atores, músicos, palhaços. Fiz teatro, participei de um programa social de palhaços, dei aulas de malabares e circo, entre milhões de outras coisas, aliás, uma arte vai puxando a outra. Eu até toquei Sax Tenor no projeto Guri (iniciativa do governo).

Mesmo rodeado de artistas, eu sempre fui um cara pé no chão, sabia que raramente algum dos meus amigos “seriam alguém na vida”. Escrevi entre aspas, porque tentei me expressar da forma popular, não quer dizer que todos fracassaram, muitos se destacaram, mas em outras áreas.

Dentre todas pessoas que tive contato, apenas duas sempre me surpreenderam, meu primo Zuk e a Larissa Baq, que antes, aliás, pra mim e nosso circulo de amigos, sempre será a Ptchutchu (apelido de palhaço).

Mas hoje vou escrever apenas de um deles, a Larissa.

Quando a conheci, ela tocava guitarra e bateria em bandas de punk rock, hoje, eu posso, sem sombra de dúvidas, compará-la a Marisa Monte e Maria Gadu. Não apenas comparar, mas agora, dando uma opinião pessoal, eu a considero melhor que ambas; e não digo isso apenas por ter amizade, mas é o meu julgamento verdadeiro.

Ela é multi-instrumentista, compositora e cantora. Uma verdadeira artista.

Hoje não temos tanto contato quanto alguns anos atrás, a vida sempre faz isso com a gente, de tempos em tempos nos distanciamos das pessoas e nos aproximamos de outras, porém, é uma das poucas pessoas que eu gosto de acompanhar o desempenho, gosto de dar uma espiada nas redes sociais (quando lembro e quando da tempo) para ver/ouvir suas novas obras.

Nesses últimos anos, ela viajou para Europa, tocando em diversos países, atualmente está fazendo shows e gravando na América do Sul (ao menos é isso que parece dando uma breve olhada em suas redes sociais), ressaltando que, estou escrevendo essa matéria sem ao menos entrar em contato com ela.

Não sou dessas pessoa que entra na busca do facebook, coloca um nome e sai procurando a vida da pessoa, mas quando aparece algo na timeline, você acaba lembrando e dá uma procuradinha. Hoje não foi diferente, enquanto estava publicando uma foto dos presentes que ganhei da Imaginarium (veja nesse link) atualizou a timeline do instagram e uma foto dela apareceu logo abaixo da minha, e na descrição, estava indicando seu novo vídeo.

Dei uma olhada rápida em seu perfil, mas a vida pessoal das pessoas não me interessa muito, então, fui correndo para seu canal do Youtube para descobrir o que ela estava fazendo e agora, resolvi compartilhar com todos.

Dê o PLAY e ouça toda playlist:

Comecei o texto falando sobre emoção e acabei divagando em meus pensamentos e palavras. Eu disse tudo aquilo, pois, depois mais de 10 anos de amizade, estava trabalhando em um evento da cidade, fotografando os shows e pude ver pela primeira vez sua apresentação. E esta foi a primeira vez que chorei em um concerto musical, e confesso que foi do início ao fim. Um olho escorria lágrimas e o outro procurava o melhor angulo para fotografar.

Eu já sabia que ela se destacaria um dia, mas depois de ouvir pela primeira vez e contemplar todo seu show, tive a maior certeza do mundo.

Anotem esse nome: Larissa Baq. Vocês irão ouvi-lo bastante, tenho certeza disso.