Texto livre de spoilers
O Despertar da Força possui o melhor de Star Wars. Personagens cativantes, maquinações políticas e militares pontuais, efeitos práticos e precisos e quando digitais; bem empregados em uma escala de ação e adrenalina crescente.

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J.J. Abrams fez o dever de casa ao dirigir e roteirizar o Episódio VII. O filme fica como uma ode a trilogia clássica, uma homenagem ao universo criado (dentro e fora dos filmes) por George Lucas. É bem verdade que boa parte desse sentimento vem do texto co-assinado por Lawrence Kasdan, roteirista responsável pelo O Império Contra-Ataca, que até então é (ou era) considerado o melhor episódio da heptologia.

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Repleto de referências e associações – que vão de frases a objetos – O Despertar da Força, possui uma algo familiar, mas que está longe de ser repetido. Sim, enredo similar em determinados aspectos, mas rico em conteúdo e profundidade. Tudo meticulosamente arquitetado para fazer pensar e teorizar dentro e fora do cânone.

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Uma nova franquia se forma com o Episódio VII. A película é divertida, atraente e acima de tudo, fiel e dinâmica naquilo em que se propôs: ser algo original e interessante dentro de uma marca que já perdura por quase 40 anos e que já se multiplicou por dezenas de mídias e veículos.
Para younglings e padawans, o filme é um convite ao novo, algo que os episódios mais recentes da franquia deveriam ter sido: mais funcional e menos político. Para os mestres Jedi é um resgate a aura aventureira da trilogia clássica.

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Os principais tópicos da primeira tríade de filmes – dramas familiares, destinos cruzados – estão presentes no primeiro ato do Episódio VII, como um resgate a tão famigerada jornada do herói, só que dessa vez em um formato jovem e plural. Os fatos e os mitos se mesclam em uma nova mitologia, uma nova lenda. Uma alegoria sobre descoberta, destino e autoconhecimento.

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Recordo de uma entrevista com Bryan Burk, um dos produtores do filme, no qual ele falava sobre o destino e a vida pregressa de determinados personagens. E isso fica claro durante as mais de duas horas de exibição. Afinal, são 30 anos dentro e fora da linha do tempo da saga e consequentemente, esse lapso temporal haverá de ser muito bem explorado em novos produtos e formatos.

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Diferente de Uma Nova Esperança, que na época, por conta da insegurança do estúdio e do próprio George Lucas muito entregava (pelo receio de um fracasso nas bilheterias), O Despertar da Força (obviamente) já chega formatado para ser no sentido estrito do termo, o primeiro filme de uma trilogia e um marco para tantos outros derivados.

Star Wars: The Force Awakens Trailer.

Os principais personagens e as subtramas que ocorrem em paralelo ao enredo principal do filme são apresentados de forma velada, nos deixando a sensação de fascínio e curiosidade; onde somos apresentados ao fim e nos perguntamos sobre a que meios tudo ocorrera até ali.
200 (1)O Despertar da Força transita entre extremos, entre opostos e equivalentes. É fiel e ousado, dramático e cômico, nostálgico e atual, tudo isso e muito além em alguns cortes de cena.
Jovial e com enorme potencial, O Despertar da Força não veio para revolucionar o cinema, mas sim, para marcar toda uma nova geração e para comprovar que no fim, a Força sempre esteve de alguma forma entre nós.